terça-feira, 14 de março de 2017

A INDIVIDUALIDADE


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(V. M. SAMAEL AUN WEOR, Tratado de Psicologia Revolucionária)

 Julgarmo-nos “indivíduos” certamente é uma brincadeira de mau gosto; infelizmente, essa vã ilusão existe dentro de cada um de nós.

Lamentavelmente, sempre pensamos o melhor de nós mesmos; jamais nos ocorre a ideia de não possuirmos uma individualidade autêntica.

O pior de tudo é que até nos damos ao luxo de acreditar que desfrutamos de vontade própria e plena consciência.

Pobre gente! Quê néscios somos! Não há dúvida que a ignorância é a pior das desgraças.

Dentro de cada um de nós existem milhares de indivíduos diferentes, tipos diferentes, eus que brigam entre si e que lutam pela supremacia, sem qualquer ordem ou acerto entre si.

Se fôssemos conscientes, se despertássemos de tantos sonhos e fantasias, quão diferente seria nossa vida. Porém, para o cúmulo da desgraça, as emoções negativas, as autocomiserações e o amor próprio nos fascinam, nos hipnotizam, e jamais permitem que nos lembremos de nós mesmos a fim de nos vermos tal qual somos.

Acreditamos ter uma única vontade quando, na realidade, temos muitas vontades diferentes (cada eu tem a sua).

A tragicomédia de toda essa multiplicidade interior torna-se pavorosa; as diferentes vontades chocam-se entre si, vivendo em permanente conflito e atuando em diferentes direções.

Se tivéssemos verdadeira individualidade, se possuíssemos autêntica unidade em lugar de sermos uma multiplicidade, teríamos também continuidade de propósitos, consciência desperta e vontade própria, individual.

O aconselhável é mudar esse estado de coisas. No entanto, precisamos começar a ser sinceros conosco mesmos. Precisamos fazer um inventário psicológico de nós mesmos para saber o que sobra e o que falta.

É possível conquistar a individualidade. Porém, se julgarmos já possuí-la, tal possibilidade deixará de existir — pelo simples fato de que jamais lutamos para obter algo que já acreditamos ter. 

É a fantasia que nos leva a crer que já somos possuidores de individualidade; até existem escolas que ensinam isso.

É urgente lutar contra a fantasia. Ela nos faz parecer como isto ou aquilo, quando, na realidade, somos miseráveis, sem-vergonha e perversos. 

Pensamos que já somos homens verdadeiros quando, na realidade, não passamos de mamíferos intelectuais desprovidos de individualidade. 

Os mitômanos julgam-se deuses, Mahatmas, etc.. Não suspeitam sequer que não possuem nem mente individual nem vontade consciente.

Os ególatras adoram tanto seu querido ego que jamais aceitarão a ideia da multiplicidade de eus dentro deles mesmos.

Os paranóicos, com todo o clássico orgulho que os caracteriza, sequer lerão este livro.

É indispensável travar uma luta de morte contra a fantasia a nosso respeito, se não quisermos ser vítimas de e moções artificiais e de falsas experiências, as quais, além de criar situações ridículas, detêm toda a possibilidade de desenvolvimento interior.

O animal intelectual está tão hipnotizado por sua fantasia que sonha ser um leão ou uma  águia, quando, na realidade, não passa de simples verme do lodo da terra.

O mitômano jamais aceitará essas palavras porque se sente um arqui-hierofante. Digam o que disserem, jamais aceitará o fato de que suas fantasias não passam disso: puras fantasias.

A fantasia é uma força real que atua universalmente sobre a humanidade, mantendo o humanóide intelectual em estado de sonho e levando-o a crer que já  é um homem de verdade, que já possui verdadeira vontade, individualidade, consciência desperta ou mente própria.

Enquanto acreditarmos que somos um, não poderemos sair de onde estamos em nós mesmos; permanecemos estancados e, por fim, degeneramos e involuímos.

Cada um de nós se encontra numa determinada etapa psicológica; só conseguiremos sair dela se descobrirmos diretamente todas essas pessoas ou eus que vivem dentro de nós mesmos.

É claro que mediante a auto-observação íntima poderemos ver as “pessoas” ou eus que vivem em nossa psique, as quais precisamos eliminar para conseguir uma transformação radical.

Esta percepção, esta auto-observação, muda fundamentalmente todos os conceitos equivocados que temos sobre nós mesmos; como consequência, evidenciamos o fato concreto de ainda não possuirmos verdadeira individualidade.

Enquanto não passarmos a nos auto-observar, viveremos na ilusão de que somos um e, consequentemente, nossa vida será um equívoco.

Não é possível nos relacionarmos corretamente com nossos semelhantes enquanto não acontecer uma mudança interior no fundo de nossa mente.

Qualquer mudança íntima exige a eliminação prévia dos nossos eus e, de forma alguma, poderíamos eliminar esses eus senão observando-os em nosso interior.

Aqueles que se sentem um, que pensam de si o melhor, aqueles que não aceitam a doutrina dos muitos eus, é claro que tampouco desejam observar os eus; logo, qualquer possibilidade de mudança neles, é impossível.

Não é possível mudarmos sem eliminarmos alguma coisa. Se aquele que se sente possuidor de individualidade aceitasse o fato do que deve eliminar de si, não teria como ignorar o que deve eliminar. 

Porém, não devemos esquecer que aquele que crê ser um, auto-enganado, julga que sabe o que deve eliminar. Mas, na realidade, sequer sabe que não sabe; trata-se de um ignorante ilustrado.

Precisamos nos desegoistizar para nos individualizar. Porém, para quem julga que possui individualidade, é impossível se desegoistizar.

A individualidade é cem por cento sagrada. Raros são os que a tem, embora todos pensam tê-la.

— Como poderíamos eliminar eus, se cremos que somos um eu único?

Certamente, só quem jamais se auto-observou seriamente pensa que tem um eu único.

No entanto, devemos ser bem claros neste ensinamento porque existe o perigo psicológico de se confundir a autêntica individualidade com o conceito de alguma espécie de Eu Superior ou algo parecido.

A “Sagrada Individualidade” está muito além de qualquer forma de eu. Ela é o que é, o que sempre foi e o que sempre será.

A legítima individualidade é o Ser, e a razão de ser do Ser, é o próprio Ser.

É preciso distinguir o Ser do ego. Aqueles que confundem o ego com o Ser certamente nunca se auto-observaram seriamente.

Enquanto a Essência, a Consciência seguir enfrascada dentro desse conjunto de eus que temos dentro de nós, a transformação radical não será possível.

BOLO DE NOIVADO ESPECIAL

Ultimamente o noivado passou a ser a ultima moda em se tratando de fase de relacionamento. Então que tal esse bolo bem fácil de executar e muito bonito. O recheio é super caprichado, muito leve e gostoso, a massa é do mais fino pão-de-ló, muito apropriado para marcar essa ocasião tão especial com simplicidade e bom gosto. 

MASSA
8 ovos
16 colheres (sopa) de água
2 1/2 copos de açúcar
2 1/2 copos de farinha de trigo
1 1/2 colher (sopa) de fernento em pó

Bata as claras em neve com 1/2 colher (sopa) de fermento e reserve.
Bata as gemas com a água, junte o açúcar, desligue a batedeira e só misture levemente a farinha, o restante do fermento alternando com as claras em neve.
Asse em fôrma retangular nº 4, untada e enfarinhada. Faça duas receitas.

RECHEIO
litro de leite fervendo
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de .margarina
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de maisena
1 colher (café) de essência de baunilha
1 lata de  pêssegos em calda escorridos e picados

Bata os ovos com o açúcar, junte a margarina e misture bem. Adicione a farinha e a maisena, bata mais um pouco e acrescente o leite e a baunilha. Leve ao fogo mexendo sempre, até engrossar. Deixe esfriar e junte os pêssegos.

GLACÊ REAL

2 claras
suco de um limão
açúcar de confeiteiro o suficiente

Bata as claras com o limão e vá acrescentando acucar de confeiteiro até obter um glacê firme que não caia da pá. Reserve um pouco desse glacê e, ao restante, junte mais açúcar de confeiteiro até obter uma massa branda que não grude nas mãos.

GLACÊ PROFISSIONAL
6 claras
1/2 kg de açúcar de confeiteiro
anilina amarela
1/2 kg de gordura vegetal hidrogenada
1 colher (chá) de essência Jamaica

Leve ao fogo as claras com o açúcar de confeiteiro até amornar. Retire a mistura e bata na batedeira. Junte a gordura vegetal e a essência. Tinia com a anilina.

MONTAGEM

Abra os bolos ao meio, umedeça-os com calda de frutas e torne a uni-los com uma fina camada de recheio.
Sobreponha um bolo ao outro, unidos por recheio.
Abra a massa de glacê branco com as mãos e aplique-a sobre o bolo e nas laterais, alisando com uma espátula molhada no leite de coco. Com o bico-perle grosso e glacê amarelo, faça o trabalho sobre a superfície superior e nas laterais formando pérolas, conforme mostra a foto. O ziguezague lateral é feito com glacê real e bico-perle fino. Decore com alianças de isopor, rosas e folhas modeladas e lacinhos de fita de cetim amarelo.

DECORAÇÃO
flores e folhas modeladas
de cetim estreita amarela
alianças de isopor



sábado, 11 de março de 2017

EXIGÊNCIAS NEM TÃO EXIGENTES ASSIM

Algum tempo atrás  eu conversava com uma querida amiga e, entre um papo e outro, perguntei-lhe o que ela esperava de um homem que fosse seu namorado.
Ela começou a dizer o que preferia neles e o que não gostava. Eu fiquei ouvindo atentamente a descrição do "homem ideal" do ponto de vista da amiga, mas com minha cabeça registrando só uma informação importante era a de que "tanto fazia"! 
Eu na hora não entendi muito bem porque havia "ouvido" só aquilo. Mas no dia seguinte, analisei melhor o ocorrido e vi que minha interpretação estava absolutamente certa. 
Sim, eu entendi que tanto fazia e era isso mesmo!
E, pasmem, não significa que ela estivesse desesperada e disposta a pegar o primeiro que aparecesse. Tipo : "Tanto faz, o que vier está bom!" Longe disso! Muito pelo contrário, pois minha amiga é extremamente seletiva com o essencial, MAS NÃO SE IMPORTA COM O SUPÉRFLUO! Pois sua unica exigência era que o cara fosse legal e gostasse, realmente, dela...
Porque tanto fazia se o cara fosse  rico ou pobre, apenas que trabalhasse, ou se fosse mais velho ou mais novo, apenas que a relação fosse alicerçada no respeito.. 
Achei até que ela estava sendo extremamente maleável quanto aos requisitos do seu homem ideal, e que seria facílimo encontrar um homem assim... Mas ela respondeu que NÃO!!! E que, inclusive, ela já tinha pouca esperança de encontrá-lo, pois estava já cansada de "dar tiro no pé" (segundo palavras dela mesma)!!!
Mas não é que por uma questão de amadurecimento, de aprendizagem ou de sorte mesmo o "homem ideal" cruzou o caminho da minha amiga!!!!
Isto é, ela encontrou alguém que a entendeu  mesmo quando ela já não conseguia fazer isso sozinha.
Não estamos falando de de frases prontas, aliança e rosas vermelhas. Mas de alguém que lhe mostra um caminho o qual ela não precisa mais se  importar com a direção, pois  já  não estará mais sozinha.
O cara dos sonhos dela gosta dos pequenos e quase imperceptíveis detalhes. Talvez até enxergue seus defeitos, mas os repara em silêncio. 
Não importa tanto com a cor dos olhos dele mas sim a  maneira com que eles a encaram... Também não se importa com a cor dos cabelos....nem se preocupa tanto com a forma do seu corpo.  
Sabe que ele ama musica, e talvez até alguma outra coisa idiota que ela,  provavelmente odeie (mas respeitará) – talvez seja futebol, videogames ou sei lá, sertanejo universitário (piadinha minha, ta!).
O importante é que ele faz carinho no seu braço e ama viajar, E sobretudo, tem orgulho dos sonhos dela e faz questão de nunca se tornar um obstáculo. 
Ele não tem histórias mal-resolvidas com ninguém do passado, apenas viveu o que tinha para viver. Plenamente.
É nessa mistura de pessoas e  tempos verbais, que desabafo minha alegria diante das boas surpresas da vida.  Afinal o namorado da minha amiga pode não ser um príncipe, mas, com certeza, não é um sapo e é o seu mundo. E, por isso mesmo ela agora pode dormir e acordar, até chegar a hora certa de vê-lo (ou revê-lo). 
Hoje ela está pronta por dentro e por fora para no meio dessas grandes multidões de todo dia, ela olhar para ele ao mesmo tempo e pensar: É você.

sexta-feira, 10 de março de 2017

ATUM Á INDIANA

Ingredientes: 

  • 1 posta de atum de cerca de 1 kg e 300 gramas
  • Sal;
  • pimenta 
  • 10 a 12 filés de anchova 
  • 1 ramo de tomilho 
  • 2 folhas de louro 
  • 1/2 garrafa de vinho branco seco 
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 
  • 2 cenouras raspadas e cortadas em rodelas finas 
  • 3 cebolas picadas 
  • 2 tomates sem pele nem sementes 
  • 1 colher (sopa} de curry 
  • 1 pitada de açafrão 
  • 1 colher (café} de açúcar 
  • suco de 1/2 limão 

1) Limpe a posta de peixe, tempere com um pouco de sal e pimenta e espete-a com pedacinhos de filé de anchova. Coloque numa vasilha funda com o tomilho e o louro, cobrindo tudo com vinho; deixe tomar gosto.

2) Aqueça 1 colher (sopa) de azeite e refogue em fogo baixo a cenoura e a cebola, sem deixar escurecer. Junte o tomate, refogue, acrescente uma pitada de pimenta, o curry e o açafrão.

3) Retire o atum dos temperos com uma escumadeira e escorra bem. Aqueça numa frigideira o restante do azeite e faça dourar o peixe dos dois lados.

4) Junte o atum ao molho, acrescente o vinho do tempero e o açúcar. Diminua bem a chama, deixando cozinhar durante cerca de 1 1/2 hora. Desengordure o molho com a ajuda de uma escumadeira, junte o suco de limão e sirva com arroz branco ou arroz com açafrão.

Preparo: 35 minutos Cozimento: 1 hora e 40 minutos Rendimento: 6 porções 


domingo, 5 de março de 2017

Quem foi Mikao Usui?

Mikao Usui, ou Usui Sensei, como é chamado por seus alunos no Japão, é o fundador do Sistema Usui de Reiki. Ele nasceu em 15 agosto de 1865, na aldeia de Yago, distrito de Yamagata, prefeitura de Gifu, Japão. Estudante aplicado devido ao seu ávido interesse em aprender, acabou viajando para a Europa e China com o objetivo de aprimorar sua educação.
Aos quatro anos de idade, Mikao Usui foi matriculado em um mosteiro budista Tendai. Entre suas áreas de estudo e interesse estão a medicina, as artes adivinhatórias, que na época eram consideradas habilidades preciosas, a psicologia e as teologias das diversas religiões mundiais. Ele também foi membro de um grupo esotérico chamado Rei Jyutsu Ka, cujos membros se dedicavam ao desenvolvimento de suas habilidades psíquicas.
Ele também estudou e praticou o Kiko, a versão japonesa do Qigong, uma disciplina curativa baseada no desenvolvimento e no uso da energia vital. O jovem Usui concluiu que um sistema de cura como este exigia que o praticante acumulasse sua energia vital para então esgotá-la durante os atendimentos. Àquela época ele já se perguntava se não haveria a possibilidade de desenvolver um trabalho de cura sem a necessidade do esgotamento da energia vital.
Como no Japão daquela época só os ricos podiam dar ao luxo de mandar seus filhos para a escola, acredita-se que Mikao Usui pertencia a uma família rica. Acabou se tornando Secretário de Shinpei Goto, Chefe do Departamento de Saúde e Bem-estar, e que mais tarde se tornou prefeito de Tóquio. As conexões feitas por Usui no desempenho desta função o ajudaram a se tornar um empresário bem sucedido.
A uma certa altura a vida pessoal e profissional de Usui começou a entrar em colapso. Contudo, uma vez que já era um espiritualista dedicado e sensível, Usui já havia passado algum tempo meditando em certos centros energéticos do Monte Kurama (Montanha da Sela de Cavalo). Na situação em que se encontrava, decidiu viajar novamente a este monte sagrado, onde ele decidiu realizar o treinamento Isyu Guo, um programa de aprimoramento espiritual de 21 dias de duração promovido pelo Templo Budista Tendai ali localizado.
Mikao Usui não buscava descobrir um novo método de cura, mas apenas para resolver seus próprios problemas pessoais. Não se sabe ao certo em que consistia este treinamento, mas é provável que o programa compreendesse jejum, meditação, cânticos e orações. Além disso, há uma pequena cachoeira no Monte Kurama, onde as pessoas ainda hoje costumam ir para meditar. Esta meditação é realizada em pé sob a cachoeira, permitindo que suas águas caiam sobre e fluam ao longo do topo da cabeça, uma prática destinada a ativar o chakra coronário.
Foi durante este treinamento Isyu Guo que um grande fluxo de energia Reiki entrou em seu chakra coronário. Isto potencializou enormemente as suas habilidades de cura, e então Mikao Usui percebeu que tinha recebido um novo dom maravilhoso, a capacidade de dar a cura a outros sem esgotar a sua própria energia.
Além desta experiência transformadora, contribuíram para a criação, a formação e o desenvolvimento do Reiki as idéias e conhecimento prévio assimilado por Usui a respeito de outros métodos e procedimentos de cura, tanto físicos como espirituais. Entre eles são citados a Medicina Tradicional Chinesa, bem como outros métodos de cura orientais, tais como o Qigong.
Ao aceitar a responsabilidade de praticar e ensinar esse novo dom, Mikao Usui criou, ainda em 1922, a Sociedade do Método de Cura Reiki Usui (Usui Reiki Ryoho Gakkai), que ainda existe em Tóquio, e também abriu uma clínica de Reiki. Além disso, Mikao Usui também desenvolveu o Reiki ao criar os vários níveis de treinamento e acrescentando três símbolos para a prática e o desenvolvimento de um método de sintonização.
Em setembro de 1923, um terremoto de 7.9 na escala Richter sacudiu as cidades de Tóquio e Yokohama, deixando cerca de 140 mil mortos, a maioria nos incêndios provocados pelos tremores. Por muito tempo foi considerado o maior desastre natural da história do Japão. O tremor foi tão forte que moveu a estátua de mais de 90 toneladas do Grande Buda de Kamakura. Mikao Usui e seus discípulos passaram a aplicar Reiki nos feridos da região. A demanda era tão grande que seu trabalho se tornou ainda mais conhecido.
Além disso, as habilidades de Mikao Usui como professor e terapeuta eram excepcionais, o que colaborou para que sua fama se espalhasse rapidamente por todo o Japão. Como o país passava por grandes transformações naquela época, especialmente a abertura aos costumes e às idéias ocidentais, e as mudanças políticas e religiosas, seus ensinamentos se tornaram popularem ao serem vistos como uma espécie de retorno aos antigos ideais e práticas espirituais.
Mikao Usui faleceu em 9 de março de 1926, aos 62 anos de idade. Ele está enterrado no Templo Saihoji Temple, em Suginami, uma das municipalidades de Tóquio. Mais tarde, seus estudantes e admiradores criaram e erigiram um enorme memorial próximo ao seu túmulo, com inscrições descrevendo sua vida e seu trabalho. A maioria das informações a respeito de Usui Sensei são derivadas de traduções deste memorial.

abobrinhas de quaresma


  • 6 abobrinhas compridas, todas do mesmo tamanho 
  • 150 g de atum enlatado 
  • 50 g de queijo parmesão ralado
  • farinha de trigo 
  • farinha de rosca
  • 3 ovos 
  • 50 g de manteiga ou margarina  
  • 1 cebolinha
  • óleo 
  • pimenta-do-reino
  • sal. 


Corte as pontas das abobrinhas. Lave-as e cozinhe-as na água fervente com sal. Escorra-as e deixe-as esfriar. Para que escorram bem e soltem toda a água, mantenha o prato levemente inclinado. 

Pique o atum e coloque-o numa tigela. Junte-lhe o queijo parmesão e um pouco de pimenta-do-reino. 

Corte as abobrinhas ao meio no sentido do comprimento. Escave-as ligeiramente com o auxílio de uma colher pequena. Da polpa retirada separe metade e refogue-a em 20 g de manteiga ou margarina juntamente com a cebola picada. 

Tempere com sal e conserve no fogo até secar quase por completo. Acrescente então o atum. 
Junte 1 ovo inteiro e 1 gema (reserve a clara), mexa bem com uma colher de pau e adicione farinha de rôsca suficiente para engrossar a mistura. Encha 6 meias abobrinhas com êsse recheio. Coloque as outras metades por cima e aperte um pouco com as mãos. 

Bata a clara que ficou reservada junto com o ovo restante e 1 pitada de sal para que o recheio fique completamente coberto. 

Passe as abobrinhas recheadas na farinha de trigo, no ovo batido com sal e por último na farinha de rosca. Leve ao fogo uma frigideira com o óleo e a manteiga ou margarina restante. Deixe a gordura aquecer bem e doure as abobrinhas de ambos os lados 

Nota: Se quiser, poderá aumentar ou diminuir os temperos. 
Outra substituição possível é utilizar berinjelas em lugar de abobrinhas para preparar 
este delicioso prato. 

sábado, 4 de março de 2017

A Menina Que Não Sabia Ler - John Harding

1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


Título: A Menina Que Não Sabia Ler                                       
Título Original: Florence and Giles
Autor:  John Harding
Ano: 2010
Páginas: 288
Editora: LeYa
Tradutor: Elvira Serapicos 


O título me chamou muito a atenção, acho que pelo fato de lembrar "A menina que roubava livros". Essa com certeza foi a intenção, despertar curiosidade nos leitores por causa dessa semelhança no nome. 

O livro é muito interessante,  - a doce e inteligente Florence - que usa as melhores artimanhas para esconder o seu mais precioso segredo, seu novo mundo, a biblioteca - onde ela sozinha aprende a ler e a ganhar muita sabedoria. O mundo que seu tio está longe de imaginar que ela possa ter conhecimento de sua existência.

Florence é uma menina com uma determinação surpreendente para sua idade. Ela faz o possível e o impossível para proteger seu irmão mais novo, chamado Giles. Não importando com as conseqüências que possam ocorrer com seus atos, ela se foca apenas em ter o irmão ao seu lado, em sua mente, a melhor forma de segurança para ele.

Após a morte da primeira preceptora do menino, em um acidente no lago da propriedade onde moravam, chega a misteriosa Srta Taylor para ocupar o lugar. E com a antipatia óbvia da preceptora por Flor, e a certeza que Flor tinha de que ela era um ser maléfico e sobrenatural que veio fazer mal a seu irmão, começa um verdadeiro suspense psicológico. 
Com uma inspiração clara em Edgar Allan Poe, o autor foi conduzindo o suspense com uma maestria incrível, nos fazendo nos perguntar o tempo todo o que realmente era real, se Florence tinha razão em sua desconfiança, e quem o ou que realmente era a Srta. Taylor.



“Porém, devido às opiniões rígidas de meu tio em relação à educação das mulheres, tenho escondido minha eloquência, soterrado meu talento e mantido apenas as formas mais simples de expressão aprisionadas em meu cérebro. Tal dissimulação transformou-se em hábito e foi motivada pelo medo, pelo grande medo de que, se falasse como penso, ficaria evidente meu contato com os livros e seria banida da biblioteca.” Pág. 11

“(...) e um dia estávamos brincando de esconde-esconde quando abri uma porta estranha, uma que até então sempre estivera trancada – ou assim pensava eu, provavelmente devido à sua rigidez, que meu eu mais jovem não conseguiu vencer - , para me esconder dele ali, e descobri esse imenso tesouro de palavras. A brincadeira foi logo esquecida; fui de prateleira em prateleira, pegando um livro atrás do outro, espirrando com a poeira ao abrir cada um deles. É claro que eu não sabia ler, mas por algum motivo isso me deixava ainda mais maravilhada, todos os milhares – acho que milhões -  de linhas codificadas com impressão indecifrável.” Pág. 13

“Desta maneira, absorvi o Declínio e queda, de Gibbon, os romances de Sir Walter Scott, Jane Austen, Dickens, Trollope, George Eliot, a poesia de Longfellow, Whtiman, Keats, Wordsworth e Coleridge, as histórias de Edgar Allan Poe, estavam todos lá. Mas um autor destacou-se entre todos. Shakespeare, é claro. Comecei com Romeu e Julieta, passei para as histórias e logo consumi rapidamente o resto. Chorei pelo rei Lear, fiquei com medo de Otelo e aterrorizada com Macbeth; Hamlet, simplesmente adorei. Os sonetos emocionaram-me.” Pág. 14

“O que eu mais gostava em Shakespeare era a facilidade com que lidava com as palavras. Parecia que, se não houvesse palavra para o que queria dizer, ele simplesmente a inventava. Ele poetava o idioma. Por inventar palavras, ele bate qualquer outro autor. Quando crescer e tornar-me escritora, e sei que me tornarei, pretendo shakespearear algumas palavras. E já estou praticando.” Pág. 15

“(...) e quando isso se tornava desinteressante, o que acontecia com frequência cada vez maior, eu me enfiava na biblioteca, enterrando-me naquele coração frio que mais e mais se transformava em meu verdadeiro lar.(...)Meu coração disparou. Se fosse descoberta seria o fim da minha vida. Livros nunca mais.” Pág. 19


No final o leitor é obrigado a tirar suas próprias conclusões. Quem é Florence realmente? Com a versão apenas da garota, somos levados a pensar sobre todos os fatos e acontecimentos ao decorrer da história.



Com que facilidade a mente se torna egoísta! Com que facilidade deixamos de lado a perspectiva de um futuro desastre pelo prazer do presente! Fiz-me de avestruz por causa dos livros. Coloquei a vida do meu irmão em risco pelo meu próprio prazer culpado, admito isso agora.”Pág. 93

“Você já pensou como seria estar morto?” Pág. 126

“(...) para derrotar seu inimigo, primeiro você precisa conhecê-lo.” Pág. 141
“(...) Era fantástico demais para qualquer um que não tivesse imaginação.” Pág. 192

Para leitores que gostam de finais felizes e sem enigmas não será muito agradável, mas para aqueles que adoram leituras além do óbvio, irão amar.