domingo, 19 de fevereiro de 2017

BOLO MÁQUINA FOTOGRÁFICA

Para aquele que gosta de registrar as emoções dos parentes e amigos através da objetiva de sua câmara crie uma emoção diferente ...



homenageando-o com este bolo simples e original. 

MASSA

250 gramas de manteiga
250 gramas de açúcar
5 ovos
1 colher (chá) de sal
3 colheres (chá) de fermento em pó
450 gramas de larinha de trigo
I copo de vinho branco
1/2 kg de frutas cristalizadas

Bata a manteiga com o açúcar e os ovos até formar um creme. Junte o sal, o fermento peneirado com a farinha, alternando com o vinho branco. Bata bem. Acrescente as frutas cristalizadas previamente passadas por uma mistura de farinha de trigo e fermento em pó, na proporção de uma colher de sopa para uma de chá, de maneira que as frutas fiquem espalhadas por toda a massa. Asse em fôrma redonda de 25 cm de diâmetro, untada e enfarinhada, reservando uma pequena porção que poderá ser assada numa lata pequena de óleo, untada e enfarinhada, de onde será recortada a máquina.

GLACÊ FONDANT

450 gramas de açúcar de confeiteiro
1/4 xícara (chá) de glucose
1 clara
1 colher (chá) de essência de baunilha

Colocar o açúcar de confeiteiro numa tigela, abrindo um buraco no meio no qual serão colocados os demais ingredientes, trabalhados com uma colher de pau até obter uma massa acetinada e maleável. Se necessário, junte mais açúcar de confeiteiro. Abra a massa com o rolo, sobre uma mesa pulverizada com maisena, para não grudar. Cobrir o bolo com essa massa, alisando com os dedos igualmente enfarinhados com maisena.

GLACÊ REAL
2 claras
2 colheres (sopa) de suco de limão
açúcar de confeiteiro o suficiente
anilina rosa e vermelha

Bata as claras com o limão e o açúcar de confeiteiro até obter um glacê firme, que não caia da pá. Tinja cerca de metade Com anilina vermelha e um quarto com anilina rosa. Ao restante, adicione mais açúcar de confeiteiro até obter uma massa que não grude nas mãos. Reserve.

MONTAGEM

Abra os bolos ao meio e espalhe o recheio. Aplique o glacê fondant sobre o bolo redondo e nas \laterais,
alisando bem com os dedos. Com o bico-pitanga e glacê rosa faça a decoração, conforme ilustra a foto. Deixe secando enquanto trabalha o bolo retangular. Corte-o no formato aproximado da máquina. Coloque-o em pé e espalhe glacê real tingido de vermelho por todos os lados, alisando bem. Fixe um recorte de bolo redondo, feito com as sobras do bolo retangular, no lugar da objetiva e passe glacê real sobre ele também. Com uma faca, faça os riscos e escreva o nome na objetiva. Fixe um pedaço de papel laminado prateado sobre o qual foi colado um pedaço de cartolina preta no lugar do visor e do flash. Com a massa de glacê real, modele as peças como o transportador, o carretel de rebobinagem e o botão disparador. Com um pincel e tinta guache atóxica preta, dê o acabamento. Transporte-o para o bolo redondo.



DECORAÇÃO 

papel laminado prateado
cartolina preta
tinta guache atóxica preta


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Como dizer não, um guia científico

Recusar algo, seja um pedido ou uma tentação, pode ser especialmente difícil: se você se recusa a ajudar um colega (para não prejudicar seu próprio trabalho), pode se passar por antipático ou egoísta; se você se recusa a pedir uma sobremesa no restaurante (para economizar dinheiro e/ou não atrapalhar sua dieta), pode sentir que está sendo “duro demais” consigo mesmo.
Por outro lado, uma recusa pode lhe dar mais tempo para focar em outras atividades ou até mesmo melhorar sua saúde (como no caso de recusar uma sobremesa ou se negar a faltar na academia). Com base em estudos, o articulista James Clear montou um guia científico para ajudar os leitores a aprender a dizer “não”.

“Não posso” x “não vou”

Em uma pesquisa, cientistas reuniram 120 estudantes e os dividiram em dois grupos: em um deles, o participante teria que dizer a si mesmo “não posso” quando fosse recusar uma tentação; no outro, o participante diria “não vou”.
Depois de praticar a estratégia por um tempo (“não posso comer esse doce”, “não vou comer esse doce” etc.), os participantes responderam a um questionário genérico e, antes de ir embora, puderam escolher entre ganhar um chocolate ou uma barra de cereal.
“Os estudantes que disseram a si mesmos ‘não posso’ escolheram o chocolate em 61% dos casos. Por outro lado, os que disseram ‘não vou’ escolheram o doce em apenas 36% dos casos”, escrevem os autores, em artigo publicado no Journal of Consumer Research. “Essa simples mudança de terminologia aumentou significativamente as chances de que a pessoa escolhesse um alimento mais saudável”.

Autocontrole e persistência

A mesma equipe realizou outro estudo, dessa vez com 30 voluntárias, convidadas a participar de um “seminário de saúde e bem-estar”. Cada participante informou um objetivo relacionado a saúde que pretendia alcançar a longo prazo. Em seguida, elas foram divididas em três grupos: o primeiro foi instruído a apenas dizer “não” (sem uma estratégia específica) diante de uma tentação de adiar o objetivo; o segundo foi instruído a usar a técnica do “não posso” diante das tentações que atrapalhassem o objetivo; por fim, o terceiro foi instruído a usar a técnica do “não vou”.
Ao longo de dez dias, elas recebiam um e-mail dos pesquisadores, perguntando sobre seu progresso e lembrando-as de como deveriam lidar com a vontade de desistir. Se a tática simplesmente não funcionasse, bastava avisar aos pesquisadores.
No primeiro grupo (“não”), apenas 3 participantes persistiram no programa; no segundo (“não posso”), apenas 1. Os melhores resultados foram atingidos pelo terceiro (“não vou”): 8 persistiram ao longo dos 10 dias de estudo.

Por que dizer “não vou” ao invés de “não posso”?

Talvez pareça exagero, mas, como mostraram os resultados dos dois estudos, a escolha entre expressões muito similares pode fazer toda a diferença.
De acordo com Heidi Grant, diretora do Centro de Ciência da Motivação da Universidade de Columbia (EUA), o segredo está na maneira como sua mente compreende essas expressões. “‘Não vou’ é experimentado como uma escolha, então traz uma sensação de poder. É uma afirmação da sua determinação e força de vontade”, explica. “‘Não posso’ não é uma escolha. É uma restrição, algo imposto a você. Por isso pensar ‘não posso’ pode minar seu senso de poder e controle pessoal”.
Com o passar do tempo, dizer “não” pode se tornar mais fácil ou mais difícil, dependendo das palavras que você usar. Quais você prefere? [Journal of Consume ResearchLifehacker]

Fonte: HypeScience

ASSADO DE PORCO A INDIANA

Ingredientes: 

  • 2 kg de carne de porco desossada 
  • 3 colheres (sopa) de banha de porco 
  • 2 colheres (sopa) de gengibre em pó 
  • 2 colheres (café)de coentro em grão 
  • Sal; pimenta 
  • 2 dentes de alho 
  • 1 colher (sopa) de 
  • azeite de oliva 
  • 8 cebolas novas 
  • 100 g de passas 
  • 100 g de amêndoas sem casca 
  • 300 g de ameixas pretas 
  • 1 1/2 xácara (chá) de arroz 
  • 1 pitada de açafrão 
  • 1 maço de salsa e cebolinha 
  • 2 potes de iogurte natural 


1 - Enrole e amarre a carne de porco com barbante. 
Numa frigideira grande, aqueça 1 colher (sopa) de banha e doure a carne de todos os lados, em fogo bem forte. 
Passe para uma panela grande, tempere com o gengibre, o coentro, sal, pimenta e o alho esmagado. 
Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo, com um pouco de água. 

2) Na mesma frigideira em que fritou a carne aqueça o resto da banha e o azeite de oliva. 
Refogue aí as cebolas cortadas em 4 pedaços. Quando estiverem douradas, junte 1 1/2 copo de água, 
deixando ferver; leve essa mistura à panela da carne. 
Deixe que o assado cozinhe em fogo bem baixo e, se necessário, acrescente um pouco de água fervente. 
Na metade do cozimento, adicione as passas sem caroço e as amêndoas, e vire a carne para que asse por igual. 

3) Afervente as ameixas até que fiquem bem macias. 

4) Cozinhe o arroz como se fosse macarrão em duas panelas com bastante água fervente: numa delas acrescente apenas sal; na outra, sal e açafrão. 
Escorra quando estiver cozido, mas ainda um pouco resistente. Depois, misture o arroz branco e o amarelo. 

5) Passe o assado com o molho de cozimento para o prato de servir. 
Acrescente a salsa e a cebolinha picadas ao iogurte. 
Sirva a carne com arroz, ameixas, iogurte e chutneys (molhos diver­sos), que podem ser comprados em qualquer supermercado. Querendo, faça esse assado com lombo de porco. 

Preparo: 30 minutos 
Cozimento: 3 horas 
Rendimento: 6 a 8 porções 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

BOLO INFANTIL "PLANTANDO GRANA "

Seu filho é daqueles que administram brilhantemente a sua mesada, gastando apenas o mínimo necessário? Então mostre a ele como um especialista no assunto consegue cultivar uma árvore de fazer dinheiro ... 

MASSA
6 ovos
12 colheres (sopa) de água
2 xícaras (chá) de açúcar
2. 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó

Bata bem as gemas, junte água até espumar bem e adicione, aos poucos, o açúcar, os ingredientes secos previamente peneirados e, por último, as claras em neve, apenas mexendo suavemente para misturar. Asse em fôrma redonda de 30 cm de diâmetro, untada e enfarinhada. Faça duas receitas.

RECHEIO 

2 latas de leite condensado
2 pacotes de coco em flocos reidratado
1 copo de leite
2 colheres (sopa) de maisena

Dissolva a maisena no leite e leve ao fogo juntamente com os outros ingredientes, mexendo sempre até engrossar.

COBERTURA 

2 claras
1/2 kg de açúcar de confeiteiro
1 colher (sopa) de suco de limão
1 xícara (chá) de leite de coco
1/2 kg de gordura vegetal
anilina azul

Bata as claras com o açúcar de confeiteiro e o suco de limão. Acrescente o leite de coco, a gordura e bata bem, até obter um creme leve. Tinja uma pequena porção com anilina azul e reserve.

MONTAGEM 

Coloque um bolo sobre o outro unidos por recheio. Espalhe uma farta camada de glacê branco sobre a superfície superior, alisando bem com uma espátula.
Com a ponta de uma faca, desenhe triângulos ao redor do bolo.
Pitangueie a parte interna dos triângulos utilizando glacê tingido de azul.
Externamente ao contorno aplique glacê branco e nivele com uma faca, formando riscos, como mostra a foto.
Introduza meios biscoitos tostados a toda volta do contorno superior externo.
Com glacê branco e bico-pitanga, dê acabamento rente aos biscoitos.
Pitangueie também entre os biscoitos.
Tome um galho seco  de arvore  e espalhe glace sobre ele. Em seguida salpique coco  ralado e açúcar cristal
verde sobre ele.
Introduza-o na parte superior do bolo, fugindo um pouco do centro.
Aplique a figura do tio Patinhas em vacuum Forming, espalhe moitas de papel crepom verde recortado decoradas com pequenas flores artificiais.
Perfure algumas moedinhas de chocolate e prenda-as à árvore com o auxílio de uma linha resistente.
Espalhe outras moedas de chocolate sobre o bolo e salpique a superfície superior com coco ralado tingido de verde.
Tinja uma fita de coco na mesma cor, enrole-a com a ponta de uma faca e aplique-a, aos pedaços, entre os triângulos azuis pitangueados na lateral.

DECORAÇÃO


  • galho de árvore
  • moedinhas de chocolate
  • figura do tio Patinhas emvacuum Forming
  • linha
  • coco ralado tingido de verde
  • fita de coco tingida de verde 
  • papel crepom verde 
  • florzinhas artificiais
  • biscoitos tostados
  • açúcar cristal verde

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O erro de Descates

O livro O erro de Descates (Companhia das Letras) do neurocientista Antonio Damásio é uma boa literatura para compreender onde se encontram as deficiencias neurofisiológicas no cérebro de um psicopata.
Logo nos primeiros capítulos ele fala sobre um dos casos mais famosos da neurociência: Phineas Gage. Phineas Gage foi um australiano que viveu em meados do século XIX. Segundo relatos da época, ele era um homem muito gentil que trabalhava na construção de ferrovias. Após um acidente em 1848, envolvendo explosivos, uma barra de ferro atravessou sua cabeça. atingindo o cérebro (parte pré-frontal). Felizmente ele foi socorrido na hora e conseguiu sobreviver. Mas ele não só sobreviveu como não ficou com nenhuma sequela aparente (exceto por um olho que ele perdeu). Visão, fala e movimentos perfeitos. Entretanto, logo depois de recuperado, Phineas Gage teve seu comportamento completamente alterado: começou a usar palavrões, fazia comentários cruéis desnecessários, tratava mal as pessoas, e fazia péssimas decisões que não levavam em conta as consequências. Morreu pouco mais de 10 anos depois pobre e sozinho. Na época, um médico estudou o seu caso, e é graças a ele que temos todas essas informações.
O caso Phineas Gage é importante pois foi o primeiro caso que mostrou que emoção e comportamento estão sim associadas a uma parte específica do cérebro.

Reconstituição da passagem da barra de ferro no cérebro de Gage
No livro, Damásio ainda fala de um caso semelhante ao de Phineas Gage que ele teve a oportunidade de estudar, o caso de Elliot. Elliot sofreu um acidente semelhante ao de Phineas Gage, demonstrando os mesmos sintomas. Damásio aproveitou a chance para estuda-lo. Fez diversos testes de QI, além de outros tipos de testes de inteligência. Surpreendentemente, Elliot se saia muito bem, às vezes melhor do que a média da população, provando que era dono de um intelecto saudável.
Ao longo da convivência com Elliot, Damásio se deu conta que Elliot contava sobre a tragédia da sua vida de forma impassível. Com o passar do tempo, notou que Elliot quase nunca se zangava, nem se incomodava com as milhares de perguntas repetitivas de Damásio. Num outro teste, foi colocado estímulos visuais carregado em frente de Elliot como: pessoas se afogando, incêndios terríves e terremotos horríveos. Nisso, Elliot, impassivo, fez um comentário que abriu os olhos de Damásio: sinto que meus sentimentos mudaram após o acidente. Ou seja, Elliot se deu conta que coisas que antes lhe causavam emoções fortes, agora não lhe causavam nenhuma reação, nem positiva, nem negativa.
Imagine que sua comida favorita, a música que você mais gosta, seu filme predileto, nada disso te desperta mais nenhuma emoção. Você agora está para sempre destituido da possibilidade de curtir o que você gostava, e ao mesmo tempo, consciente de que aquilo outrora te divertia. Em suma, o estado de Elliot pode ser resumido como saber mas não sentir.

De fato, segundo Damásio, nenhuma emoção era muito intensa em Elliot, nem tristeza nem alegria. tanto o prazer como a dor pareciam ser de curta duração.
Essa falta de sentimentos leva o doente a não se importar muito com a sua decisão e portanto, fazer decisões ruins.
PS: O livro se chama o erro de Descartes porque Descartes acreditava que o corpo era separado da mente. A mente só precisava do corpo para poder funcionar, fora isso, não havia nenhuma conexão entre eles. Mas Damásio acredita justamente o contrário, que corpo e mente estão intimamente conectados: a mente comanda o corpo inteiro, mas são as sensações que o corpo manda para mente que induzem a mente funcionar daquela maneira, contrapondo o dualismo cartesiano no qual a alma (razão pura) é independente do corpo e das emoções.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

HOMICIDAS E PSICOPATAS BRASILEIROS

Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, e Mateus da Costa Meira. Na “escala da mente criminosa”, os dois têm pontuações altíssimas 

Os cientistas procuram respostas para o comportamento dos criminosos há séculos. E suas conclusões vêm mudando muito desde que o italiano Cesare Lombroso (1835-1909) associou a tendência ao crime a características físicas, como nariz achatado, mandíbula saliente e orelhas grandes. Para ele, criminosos seriam indivíduos em estágios primitivos da evolução humana. A hipótese esdrúxula e inconsistente de Lombroso só teve um efeito: alimentar o ódio, o preconceito e o racismo. Descobertas recentes da psiquiatria e da neurociência, que se dedica a estudar as funções cerebrais, têm ajudado a compreender o que motiva alguém a matar, torturar e violentar. Pesquisas realizadas no mundo todo mostram que o comportamento violento não tem uma causa única. É resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. 

Desde o final da década de 1980, Adrian Raine, um professor de psicologia da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, estuda o comportamento de homicidas. Durante seus primeiros trabalhos, ele mostrou que os condenados que agiram por impulso tinham menor atividade metabólica na área do cérebro conhecida como córtex pré-frontal. Dessa área dependem o planejamento e a tomada de decisões. Ativado quando o indivíduo simula mentalmente cenários futuros, o córtex pré-frontal permite escolher uma opção sem ter de experimentar cada alternativa do mundo real. Recentemente, Raine examinou criminosos violentos que atuaram de maneira premeditada. Seu estudo revelou que o volume de massa cinzenta do córtex pré--frontal nos condenados era 22,3% menor que em cidadãos comuns. De acordo com Raine, eles também apresentaram anomalia numa estrutura cerebral que permite ao indivíduo comparar as condições de uma ameaça atual com ameaças passadas, conhecida como hipocampo. Essa alteração, segundo o estudioso, pode afetar o processamento correto das emoções – em alguns casos levando a surtos de violência. 

Mais da metade dos crimes violentos e em série nos Estados Unidos são atribuídos a psicopatas, que somam 20% da população carcerária americana. Suas principais características: frieza, falta de remorso, egocentrismo, baixa tolerância à frustração, insensibilidade e incapacidade de ter sentimentos altruístas e compaixão. Geralmente inteligentes, os psicopatas são mentirosos, manipuladores e não conseguem se enquadrar nos padrões éticos e morais da sociedade. Vivem para satisfazer seus próprios desejos. Mesmo que, para isso, tenham de desfalcar uma empresa ou matar alguém. Psicopatas não têm alucinações ou delírios. Sabem distinguir o certo do errado. Não podem ser considerados “doentes”. E não têm “cura”. O que os caracteriza é um defeito de caráter. “Para um psicopata, cortar uma pessoa ou um barbante é a mesma coisa”, diz o neurologista Ricardo de Oliveira. O índice de reincidência criminal entre os psicopatas é superior a 70%, segundo a psiquiatra forense Hilda Morana. “O ideal é que eles fossem diagnosticados e colocados em unidades separadas”, diz.

São considerados psicopatas aqueles com uma condição conhecida tecnicamente como “transtorno de personalidade antissocial global”. Eles representam cerca de 1% da população dos Estados Unidos, segundo o psicólogo canadense Robert Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. Calcula-se que a proporção mundial seja semelhante à dos Estados Unidos. “Nem todo psicopata é assassino e nem todo assassino é psicopata”, diz Hare. O caso do ex-médico Farah Jorge Farah é um exemplo disso. Exames psiquiátricos revelaram que, ainda que tenha matado e esquartejado, Farah não sofre de psicopatia 
Hare criou o método mais célebre para descobrir quem é psicopata, conhecido pela sigla PCL-R (“lista de verificação de psicopatia”, na tradução do inglês). A lista tem 20 itens, que servem para examinar a ocorrência de problemas como ausência de remorso ou culpa, mentira patológica e versatilidade criminal. Um psiquiatra ou psicólogo treinados pontuam cada um dos itens. A soma de todos determina o diagnóstico, cujo resultado é expresso numa escala de 0 a 40 pontos  . Essa ferramenta é usada em países como Inglaterra, Alemanha, Canadá e Estados Unidos. Também foi usada pelos neurologistas Ricardo de Oliveira Souza e Jorge Moll Neto em pacientes do hospital da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) para selecionar os participantes de uma pesquisa conduzida por eles. Os psicopatas estudados pelos neurologistas, no entanto, não são prisioneiros nem criminosos perigosos. São pessoas que costumam adotar atitudes consideradas antiéticas e arriscadas, como passar cheques sem fundo, dirigir em alta velocidade e abusar do consumo de drogas. O objetivo era demonstrar que, embora tenham mais predisposição, nem todos os psicopatas se tornam homicidas. 
Dois assassinos célebres do Brasil já foram submetidos ao teste de Hare. O primeiro é Mateus da Costa Meira. Em 1999, esse ex-estudante de medicina metralhou três pessoas e feriu outras quatro numa sala de cinema de um shopping paulistano. Ele não manifestou remorso. “Colegas psiquiatras me contaram que o Mateus lamentou ter cometido o crime antes de se formar na faculdade, já que, como médico, teria direito à prisão especial”, diz o psiquiatra forense José Geraldo Taborda. O outro assassino foi Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque. Ele estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove no Parque do Estado, em São Paulo. Submetidos ao teste PCL-R, Meira e Pereira apresentaram pontuações altíssimas e foram, portanto, considerados psicopatas.
Há um intenso debate entre os especialistas sobre as causas da psicopatia. A visão tradicional afirma que o principal fator são traumas na educação e na criação. Alguém que tenha sido abandonado ou violentado na infância teria, segundo essa visão, mais chance de desenvolver psicopatia ou outros desvios de comportamento. Um dos principais representantes dessa corrente é o psicólogo americano Philip Zimbardo. Para ele, qualquer ser humano é capaz de atitudes horrendas sob certas circunstâncias. 
Zimbardo defende essa hipótese controversa desde 1971, quando fez um experimento com alunos de psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ele recriou o ambiente de uma prisão em laboratório e escolheu aleatoriamente 24 universitários para conviver no local durante duas semanas. Uma parte como agentes penitenciários, a outra como prisioneiros. O experimento teve de ser interrompido porque os guardas se mostraram sádicos, e os prisioneiros se tornaram depressivos e estressados. De acordo com a interpretação de Zimbardo, a sensação de anonimato pode induzir seres humanos a agir de maneira antissocial. Em seu livro The Lucifer effect: understanding how good people turn evil (O efeito Lúcifer: entenda como pessoas boas se tornam malvadas) , ele argumenta que poucos resistem à pressão que pode existir dentro de uma prisão.
Estudos recentes, porém, colocam peso em outros fatores como causadores da psicopatia – entre eles, genética e lesões físicas no cérebro. A relação entre as lesões e o comportamento infantil foi pesquisada por um dos maiores neurologistas da atualidade, o português António Damásio. Entre os casos que ele estudou está uma menina que, aos 15 meses de vida, sofreu ferimentos graves na cabeça num acidente de carro. Segundo Damásio, aos 3 anos ela começou a manifestar distúrbios de comportamento. Passou a se recusar a cumprir regras, além de brigar com professores e colegas. Mais tarde, revelou o hábito de mentir e roubar. Os ataques verbais e físicos eram constantes. Nenhum de seus irmãos – que tiveram a mesma educação e criação – manifestou atitudes semelhantes.
Outro caso documentado por Damásio foi um bebê que, aos 3 meses, sofreu uma cirurgia para retirada de um tumor no córtex frontal. Aos 9 anos, o menino não se interessava pela escola, se isolava e passava a maior parte do tempo livre assistindo à televisão ou ouvindo música. Ele também desenvolveu o hábito de ameaçar os colegas fisicamente. Quando crianças sofrem lesões no cérebro frontal, dizem os cientistas, as consequências comportamentais geralmente são mais graves que em adultos. Desde então, evidências neurocientíficas têm sido usadas nos tribunais americanos para tentar livrar os acusados da cadeia ou abrandar suas penas.
No final de 2005, a Suprema Corte americana proibiu a pena de morte para menores de 18 anos. Cientistas alegaram que jovens não são capazes de controlar seus impulsos como os adultos, pois o desenvolvimento dos neurônios no córtex pré--frontal não está completo até os 20 anos. É possível que essa decisão esteja correta. E é natural que os advogados usem com frequência cada vez maior argumentos científicos que os ajudem a atribuir os crimes a fatores alheios à vontade dos acusados. Esses avanços são benéficos para a sociedade, pois as raízes da violência devem ser conhecidas e tratadas na medida do possível. Mas não se pode esquecer que cada indivíduo sempre deve ser responsável por seus atos.

Estados Equivocados

Este não é um simples livro de reprogramação mental, tão em voga nos dias atuais, com segredos mágicos para mudar de vida e atrair fortunas com a força do pensamento. Aqui, o autor aponta um outro caminho: a via da consciência, uma faculdade da alma humana, bastante desconhecida e inexplorada. Nesta obra, o  Mestre Samael Aun Weor nos demonstra um grande paradigma da espécie humana: Cada ser humano é o único responsável por tudo que lhe acontece na vida. Os acontecimentos normais da vida seguem a Lei do Karma, que é modificável e está diretamente ligado à prática de determinadas condutas retas. Para atrair as coisas positivas da vida e repelir ou atenuar os acontecimentos desagradáveis, ensina o autor que é preciso disciplinar a mente, corrigir determinados hábitos mentais e viver segundo a lei não escrita, a regra de ouro: Faça aos demais o que quer que os outros façam a ti, ou ainda, não faça aos outros o que não desejas que seja feito a ti. O novo milênio é chegado, e uma nova forma de pensar, sentir e agir torna-se necessária. Harmonizar-se com as leis da nova era pode não ser tão fácil como parece; mas a questão fundamental é aprender uma nova forma de viver e de conviver. Superar o antigo e absorver o novo, como filosofia de vida, é bastante atraente. Mas bem poucos, de fato, praticam essas regras simples, que transformam nossa vida e nos levam da superficialidade aos níveis profundos de nosso Ser.atendimento ao vivo

Estados Equivocados
Inquestionavelmente, na rigorosa observação do Mim Mesmo, resulta inadiável fazer uma completa diferenciação lógica entre os acontecimentos exteriores da vida prática e os estados íntimos da consciência.
Necessitamos, com urgência, saber onde estamos situados em um dado momento, tanto em relação ao estado íntimo da consciência como à natureza específica do acontecimento exterior que nos está sucedendo.
A vida, em si mesma, é uma série de acontecimentos que se processam através do tempo e do espaço...
Alguém disse: "A vida é uma cadeia de martírios que o homem leva enredada na Alma..."
Cada um tem liberdade de pensar como quiser; eu creio que aos efêmeros prazeres de um instante fugaz sucedem sempre o desencanto e a amargura...
Cada acontecimento tem seu sabor característico especial, e os estados interiores são também de diversos tipos; isto é irrefutável...
Certamente, o trabalho interior sobre si mesmo se refere aos diversos estados psicológicos da consciência...
Ninguém poderia negar que carregamos, em nosso interior, muitos erros, e que existem estados equivocados...
Se realmente queremos mudar, necessitamos, com urgência máxima e inadiável, modificar radicalmente esses estados equivocados da consciência...
A modificação absoluta dos estados equivocados origina transformações completas no terreno da vida prática.
Quando alguém trabalha seriamente sobre os estados equivocados, obviamente os acontecimentos desagradáveis da vida já não podem feri−lo tão facilmente...
Estamos dizendo algo que só é possível compreender vivenciando−o, sentindo−o realmente no próprio terreno dos fatos...
Quem não trabalha sobre si mesmo é sempre vítima das circunstâncias; é como um mísero pedaço de madeira entre as águas tormentosas do oceano...
Os acontecimentos mudam incessantemente em suas múltiplas combinações, vêm um após outro em ondas; são influências...
Certamente existem bons e maus acontecimentos; alguns eventos serão melhores ou piores que outros...
Modificar certos eventos é possível; alterar resultados, modificar situações, etc., está certamente dentro das possibilidades.
Mas existem, de fato, situações que não podem ser alteradas. Nestes últimos casos, devem ser aceitas conscientemente, ainda que algumas sejam muito dolorosas e até perigosas...
Inquestionavelmente, a dor desaparece quando não nos identificamos com o problema que se apresentou...
Devemos considerar a vida como uma série sucessiva de estados interiores; uma história autêntica de nossa vida em particular está formada por todos esses estados...
Ao revisar a totalidade de nossa própria existência, podemos verificar por nós mesmos, de forma direta, que muitas situações desagradáveis foram possíveis graças a estados interiores equivocados...
Alexandre o Grande, ainda que sempre tenha sido temperado por natureza, se entregou por orgulho aos excessos que lhe produziram a morte...
Francisco I morreu por causa de um adultério sujo e abominável, que a história ainda recorda muito bem...
Quando Marat foi assassinado por uma monja perversa, morria de orgulho e inveja e acreditava−se absolutamente justo...
As damas do Parque dos Servos, inquestionavelmente, acabaram totalmente com a vitalidade do espantoso fornicário chamado Luiz XV.
Muitas são as pessoas que morrem por ambição, ira ou ciúmes; isto o sabem muito bem os psicólogos...
Quando nossa vontade se confirma irrevogavelmente em uma tendência absurda, nos convertemos em candidatos ao cemitério.
Otelo, devido aos ciúmes, se converteu em assassino, e a prisão está cheia de equivocados sinceros...